Em Goiás jornalistas discutem legalização do jogo em congresso da Abrajet
A cidade de Goiânia/GO reuniu jornalistas de todo o Brasil para o 21º Congresso da Associação Brasileira de Jornalistas de Turismo, de 16 a 20 de junho, quando foram discutidos importantes temas referentes ao setor. Mas o painel que mais chamou a atenção de todos e despertou o maior número de indagações foi a questão da legalização do jogo no Brasil, que teve como palestrante o empresário Jaime Sirena, presidente da Febrabingo e do Movimento Pró-Bingo.
O evento foi aberto na noite do dia 16 pelo presidente da Abrajet/ GO, Elpídio Fiorda Neto, e por Cláudio Magnavita, presidente nacional da entidade, que recepcionaram diversas autoridades do estado, entre elas a vice-prefeita de Goiânia, Linda Monteiro, e o governador do Estado, Marconi Perillo, jornalistas e outros profissionais da área de turismo.

Elpídio Fiorda
Marconi Perillo saudou os presentes na abertura do congresso e destacou que o governo do estado vem fazendo muitos investimentos na área de turismo como forma de receber os visitantes com qualidade. "Hoje, somos o sexto destino do Brasil para o turismo de negócios, sendo que até pouco tempo essa participação no ranking nacional era muito pequena. Entendo que o turismo, a cultura e o meio ambiente precisam trabalhar juntos e estamos investindo nesse sentido para atrair ainda mais turistas para Goiás", afirmou o governador.
A programação temática aconteceu nos dias 17 e 18, intercaladas com apresentações culturais e voltadas para o turismo regional e de negócios em Goiânia, com destaque para a apresentação do espetáculo teatral Comunitá, dirigido pelo presidente Nacinal da Abrajet, Cláudio Magnavita, visita ao Memorial do Cerrado e à fazenda da Avestruz Master, especializada na criação dessa espécie.
Entre as palestras, discutiu-se o turismo goiano, aviação comercial e a vinicultura no sertão irrigado. Mas a a que mais suscitou perguntas e amplo debate foi a apresentação de Jaime Sirena sobre o tema Jogo – As Vantagens da Regulamentação para o Turismo.
O dirigente da Febrabingo e do Movimento Pró-Bingo mostrou um painel sobre a força do jogo nos Estados Unidos, traçou um comparativo com o fim dos cassinos no Brasil e explicou detalhadamente os últimos dez anos do setor de bingos no país, com as idas e vindas de legislações temporárias. O que causou bom impacto na platéia, composta basicamente por jornalistas de turismo, foi o fato de que os bingos são uma atividade repleta de bons exemplos no apoio ao esporte e em ações sociais.
Jaime explicou que "os bingos, embora sejam grandes instrumentos de inclusão social, carecem de uma legislação perene para que a atividade se desenvolva de maneira consistente e garanta a continuidade do processo de investimento em salões confortáveis e que sirvam como ferramenta de apoio ao turismo". Segundo ele, "o que se percebe é que ao visitar uma cidade, o turista não tem à sua disposição a ferramenta do jogo, como acontece em outros países. Não se espera que o bingo ou o cassino irão atrair turistas para determinada cidade, mas é uma ferramenta a mais da indústria do turismo para gerar outras atividades de lazer e entretenimento de qualidade".
Questionado sobre denúncias de envolvimento com o crime organizado e com a lavagem de dinheiro, como é dito corriqueiramente por opositores dos bingos, Jaime afirmou que "a imprensa tem um papel fundamental para denunciar toda ilicitude encontrada não apenas nas atividades de jogos, mas em qualquer área. Mas até hoje, nem o Ministério Público nem outros órgãos ligados às áreas de segurança ou tributária conseguiram encontrar qualquer vestígio de que os bingos se prestam aos crimes de lavagem de dinheiro ou mesmo de envolvimento com o crime organizado".
Continua