Respeitável Público, o Circus Club apresenta: Espaço Picadeiro, mais um grande sucesso.

Phevos e Athena

Phevos e Athenas
Phevos e Athenas

Os mascotes oficiais da Olimpíada de Atenas/ 2004 são irmãos e chamam-se Phevos e Athena. A criação foi inspirada numa boneca grega do passado e seus nomes são ligados à Grécia Antiga, embora representem crianças da época moderna. Os nomes são originários de dois deuses de Olimpo: Phevos, que representa a luz e a música, e Athena, deusa da sabedoria e patrona da cidade de Atenas. Desta maneira, Phevos e Athena são a ligação entre a história grega e os Jogos Olímpicos modernos e também os valores olímpicos: participação, fraternidade, igualdade, cooperação, e justiça.

Adhemar Ferreira da Silva

Infelizmente, ele não está mais entre nós. Em 2.001 o Brasil perdeu Adhemar Ferreira da Silva, o único bicampeão olímpico da nossa história. A carreira de Adhemar iniciou-se no salto triplo, aos 20 anos de idade, quando conseguiu a marca de 12,90 metros em seu primeiro salto. Era uma marca excepcional para um iniciante.

De família pobre, ele trabalhava de dia e estudava à noite. O único tempo disponível para treinar era no horário de almoço. Apesar do sacrifício, Adhemar logo conseguiu superar a marca de 15 metros, o que lhe deu a classificação para a Olimpíada de Londres, em 1.948. Não foi bem e ficou na décima-quarta colocação, com a marca de 14,46m.

A luta continuou. Quatro anos depois, na Olimpíada de Helsinque (1952), Adhemar já era o detentor do recorde mundial (16,01 metros), além de favorito à medalha de ouro. E cumpriu à risca tudo o que se esperava dele. Ou melhor, superou as expectativas. Além do ouro olímpico, Adhemar bateu seguidamente com seus saltos por quatro vezes o recorde mundial, marca que elevou para os 16,22 metros. Pela conquista, o jornal A Gazeta Esportiva quis lhe presentear com uma casa. Adhemar recusou. Não poderia aceitar o presente pois perderia a condição de amador, o que não permitiria que ele continuasse a disputar outras Olimpíadas.

Adhemar Ferreira da Silva
Adhemar Ferreira da Silva

Um ano depois Adhemar bateria novamente o recorde mundial com a marca de 16,56m. Veio mais uma edição dos Jogos Olímpicos, em Merlbourne, na Austrália. Estávamos em 1.956, ano em que Adhemar conseguiu a façanha de tornar-se o único brasileiro bicampeão olímpico. Depois de um duelo com o islandês Vilhajálmur Einarsson, Adhemar acabou prevalecendo com a marca de 16,36m. Na Olimpíada de Roma (1960) tentaria façanha ainda maior: o tricampeonato olímpico. Entretanto não conseguiu bom desempenho. Pasmem: ele estava com tuberculose e não sabia. Mas Adhemar não precisava mais provar nada a ninguém. Todos o respeitaram a vida inteira. Como atleta ou não. O esforço, a dedicação e o interesse pelos estudos ainda fizeram com que Adhemar se formasse em Administração de Empresas, Direito e Jornalismo, além de aprender a falar várias línguas, pois também era um auto-didata e poliglota.

Infelizmente, em 2001 e aos 73 anos de idade, Adhemar faleceu vítima de parada cardíaca. Obrigado, Adhemar Ferreira da Silva, pelas glórias alcançadas e por sempre ter elevado o nome do Brasil

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