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A força do jogo nos Estados Unidos

Las Vegas
Las Vegas

Muito se questiona o real benefício do jogo para a sociedade. Para não restar dúvidas sobre a importância da atividade na economia, basta uma rápida análise do mais recente estudo da AGA - American Gaming Association sobre o significado dos cassinos para a sociedade americana e os resultados do setor em 2003.

Os números dizem por si mesmos, mas não podemos deixar de citar o comentário do presidente da AGA, Frank J. Fahrenkopf, Jr: " o resultado é particularmente importante neste momento pela contribuição da indústria do jogo para a economia local, estadual e seu impacto em todo o país. Nosso estudo mostra os bilhões de dólares em impostos gerados, centenas de milhares de empregos criados e bilhões de dólares em salários pagos, sem contar o número de visitantes que os cassinos receberam no ano passado".

Segundo o presidente da AGA, as estatísticas contam apenas uma parte da história. "Nosso estudo demonstra que a aceitação dos cassinos pela sociedade mantem-se alta e a maioria dos americanos reconhecem os benefícios que os cassinos oferecem às comunidades onde estão instalados. Além disso, a sociedade entende que estamos fazendo um bom trabalho no combate ao jogo de menores e demonstra conhecimento e apoio aos nossos esforços para promover o jogo responsável", afirma.

Nos Estados Unidos, o jogo é permitido em 47 estados e está dividido em cassinos comerciais, indígenas, loterias, jogos de caridade e apostas esportivas, entre outros. Neste artigo, as referências são para os 443 cassinos comerciais, aprovados em 11 estados americanos, representando cerca de 5% do faturamento de todas as modalidades de jogo do país. Apenas a título de curiosidade, vale destacar as reservas indígenas, que também exploram cassinos, sob legislação especial e diferente da imposta aos cassinos comerciais. Dados de 2002 apontam que as 354 operações reportadas pela National Indian Gaming Comission demonstram um faturamento de US$ 14,49 bilhões.

Os números apontados na pesquisa da AGA são impressionantes pelo que representam na economia. O faturamento bruto (apostas menos prêmios) dos cassinos comerciais ultrapassou US$ 27 bilhões no ano passado. Somente em empregos, mais de 352 mil americanos trabalhavam nesses estabelecimentos em 2003, com salários totais de quase US$ 12 bilhões. O dado, por si só, não representa a grandiosidade desta indústria, uma vez que não estão computados números relativos ao impacto econômico da atividade nas localidades onde estão os cassinos. Mas um exemplo gritante é Las Vegas (no estado de Nevada), que recebeu em 2003 mais de 35 milhões de turistas, que injetaram um volume de quase US$ 33 bilhões na economia local.

Em 2003, pelo quadro apresentado abaixo, foram arrecados US$ 4,313 bilhões apenas em impostos diretos do jogo, embora os cassinos paguem outras taxas não computadas como imposto.

Mas onde são aplicados esses recursos? Como existem legislações estaduais regulamentando a atividade (no exemplo mais fiel do conceito federativo), cada estado aplica as taxas de acordo com as necessidades locais. Os impostos são destinados para a educação, saúde, meio ambiente, turismo, infraestrutura e para o atendimento aos idosos e deficientes físicos.

Os estudos da AGA apontam numa direção interessante: a aprovação da população americana aos cassinos cresce ano a ano, não apenas entre os jogadores, mas em todas as camadas da população, pelo entendimento de que a atividade gera riqueza para o país e benefícios para as localidades onde estão instalados. Na pesquisa, 54% dos entrevistados são a favor da introdução de cassinos em suas comunidades e mais de 80% entendem o jogo como uma opção de lazer e entretenimento.

O impacto positivo do jogo é inegável. Resta às autoridades brasileiras boa vontade política de buscar uma solução para os bingos e a definição de uma legislação que permita a reabertura de cassinos no país.

A sociedade só terá a ganhar.

Continua

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